“Eu não consigo me ser com você” foram as primeiras palavras do encontro.
… E fugia de seus olhos minuciosos, seus olhos de cientista, e sem nenhuma sedução.
… E se inspirava com o contato: a poesia estava nele, escondida, em algum lugar.
… E no tocar de uma ferida, seus olhos se disfarçavam, em um brilho forte e falso.
… E o sentido se perdia a cada fim de dia, em um desgastante cansaço do ser alheio.
… E o sentido se reconstruía a cada manhã, com aquele olhar e com aquela racionalidade.
Ele era doloroso e ela não precisava prosseguir.
Mas havia curiosidade.
E algo mais.